Publicado: março, 2018

Randon reverte prejuízo e lucra R$ 46,7 milhões em 2017

Cenário mais positivo do mercado e ações internas melhoram o desempenho.

Após dois anos de prejuízo, o grupo Randon volta a registrar lucro líquido: em 2017, a empresa anotou ganhos de R$ 46,7 milhões contra perdas de R$ 67,2 milhões no ano anterior, com margem líquida de 1,6%, informa em comunicado divulgado na quarta-feira, 14. A recuperação, considerada moderada pela companhia, está refletida nos principais os índices de seu balanço financeiro: a receita líquida cresceu 11,9%, ao alcançar cifra de R$ 2,9 bilhões, enquanto o Ebitda mais que dobrou de um ano para outro, passando de R$ 142,7 milhões em 2016 (5,4% da receita líquida) para R$ 308,2 milhões em 2017, representando 10,5% da receita.

Segundo a empresa, o desempenho é resultado de uma combinação de fatores, desde o novo cenário macroeconômica mais positivo que se desenhou em meados do ano passado e persistiu até o fim do período aliado às ações internas que vinham sendo feitas desde o início da crise, o que envolveu melhorias de processos, controle de despesas e dos investimentos, lançamento de novos produtos, fortalecimento dos canais de venda e redução de custos fixos.

Para o diretor presidente das Empresas Randon, David Abramo Randon, embora os números ainda estejam distantes dos apresentados em anos anteriores à crise, voltar ao lucro traz uma percepção de confiança de que as decisões tomadas e as mudanças por elas implementadas estão dando resultado efetivo, cuja tendência é de que sejam ampliados neste e nos próximos anos.

“Há esperança, mesmo que cautelosa, de que o País volte a crescer após quase três anos praticamente estagnado. Avizinha-se, de maneira mais nítida, uma recuperação, ainda que moderada, para devolver maior dignidade aos brasileiros e a suas famílias”, observa o presidente das Empresas Randon.

Entre as unidades de negócio do grupo, a divisão montadoras representou 43,4% da receita líquida ao somar R$ 1,3 bilhão, dos quais 77,7% vindos com a venda de semirreboques, 18,2% em vagões e 4,2% em veículos especiais (retroescavadeiras, minicarregadeiras e caminhões fora-de-estrada). A divisão de autopeças respondeu por 51,5% da receita, com R$ 1,5 bilhão, graças ao bom desempenho de todas as marcas, especialmente da Fras-le. Por sua vez, a divisão de serviços financeiros, que inclui a Randon Consórcios e o Banco Randon responderam por 5,1% da receita líquida.

Já as exportações totalizaram US$ 155,4 milhões em 2017, resultado 2,5% maior que o apurado no ano anterior. Deste total, 46,3% das exportações foram destinadas aos mercados do Mercosul e Chile, enquanto 32,6% foram para o bloco Nafta (América do Norte). AS unidades que a Randon mantém no exterior faturaram 15,7% a mais em 2017, para um total de US$ 84,3 milhões, eliminando a receita das empresas. A planta de veículos rebocados na Argentina apurou receita bruta de US$ 31 milhões. As plantas da Fras-le consolidaram receita bruta de US$ 53,3 milhões, alta de 11,7% no comparativo anual. O total da soma entre as exportações e as receitas geradas no exterior ficou em US$ 239,7 milhões no ano


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